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Pós-parto: o que não te contam - parte 2
Eu tinha certeza de que não teria baby blues, depressão pós-parto ou qualquer outra coisa. Eu me achava bem-humorada demais, feliz demais, para ser abalada por essa “bobeira” de depressão. Mas eu paguei a minha língua. A maior parte do meu pavor do puerpério era a amamentação. Eu detestei. Foi difícil, dolorido e doloroso e destruía o meu psicológico ver Penélope chorar daquele jeito. No quinto dia, eu desisti. Muita gente diz que o segredo da maternidade é não desistir. Eu e
Priscila Tavares
13 de ago.7 min de leitura


Pós-parto: o que não te contam - parte 1
O pós-parto imediato, dizem, vai da hora do nascimento até os primeiros dias. As primeiras horas seriam as mais críticas. Mas, para mim, foram as mais tranquilas. Eu ainda estava no hospital, anestesiada, cercada de gente. Visitas, falação, gargalhadas. Uma alegria meio suspensa. E então a primeira noite chega. A adrenalina do dia cai. O cansaço vem. Ficamos só nós três: eu, PenPen e Glauco. A dor começa. A pressão para amamentar aparece. O bebê chora e eu não sei por quê. De
Priscila Tavares
12 de ago.4 min de leitura


A gravidez não me pareceu mágica de imediato
Por um tempo, foi estranho saber que eu estava grávida. Talvez porque nunca tivesse sonhado em engravidar ou ser mãe, não senti de imediato toda aquela magia que costuma envolver a ideia de uma gestação. Não me entendam mal: não é que eu não gostasse de estar grávida. Eu apenas enxergava minha barriga de um jeito quase biológico — sem muita poesia, romantização ou idealização. Alguém poderia me perguntar: “Em algum momento essa chave virou?”. Virou, claro. À medida que a PenP
Priscila Tavares
1 de ago.6 min de leitura
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