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Correndo mais do que o tempo

Foto do escritor: Priscila Tavares
Priscila Tavares
31 de jul.
13 min de leitura

Atualizado: 13 de ago.


Colagem com fotos de mãe e bebê em passeios; texto Correndo contra o tempo, fundo rosa com flores secas. crônicas sobre maternidade depois dos 40

As coisas acontecem e passam rápido. E eu tenho dificuldade em entender isso. Eu SOU ansiosa. Acredito, inclusive, que eu tenha nascido ansiosa. Então, lidar com uma alma que me foi confiada por Deus é, para mim, um trabalho extenuante do ponto de vista psicológico. 


É uma provação diária evitar pensamentos intrusivos, me autorregular e aceitar que nem tudo está sob o meu controle. Aprendo, todos os dias, a ser mais tranquila e a deixar as coisas seguirem seu curso natural. Mas nem sempre é assim. 


Durante o primeiro ano de vida da Penélope, entrei numa espiral de loucura que funcionava vinte e quatro horas por dia. Era obcecada em acompanhar todos os marcos do desenvolvimento. Antecipava preocupações que nem existiam ainda. Consultava diariamente um aplicativo sobre saltos, pesquisava o que um bebê deveria fazer com X meses e comparava com a PenPen, lia para uma recém-nascida uns cinco livros por dia, fazia tummy time compulsivamente, comprava todos os e-books que apareciam sobre alimentação infantil quando ela ainda nem sonhava em começar a introdução alimentar.


Era surreal o nível de pressão que eu colocava sobre mim mesma. Não à toa, eu me sentia sobrecarregada. Além de tudo isso, ainda vivia numa paranoia com limpeza, germes, doenças, barulho e uma rotina absolutamente irretocável. Imagina se eu colocaria minha filha para dormir às 19h15? O horário era 19h todos os dias. Pontualmente. 


Não cheguei a ter um burnout nem nada do gênero, mas meu hiperfoco era a maternidade e tudo o que orbitava ao redor dela. Eu não sabia sair daquele padrão. Não conseguia me interessar por outras coisas e, quando finalmente tinha algum tempo livre, parecia incapaz de usá-lo para fazer qualquer coisa simples. Tudo me parecia complicado demais. 


E então a situação virou uma bola de neve: eu passava tempo demais concentrada em uma coisa específica, entrava numa espécie de letargia que me impedia de fazer o restante e, depois, ficava irritada comigo mesma porque não conseguia, por exemplo, simplesmente ler um livro quando tinha um tempo só meu. 


Pior ainda! Comecei a me irritar quando alguma necessidade perfeitamente normal da PenPen ousava interferir no meu cronograma. Trocar uma fralda duas horas antes do horário que eu, sabe-se lá porquê, havia estabelecido na minha cabeça? Um absurdo. Eu queria morrer porque não tinha anotado na agenda que precisaria trocar uma fralda às 15h. Na minha cabeça, aquilo estava previsto para às 17h. Como ousavam me tirar do meu momento para trocar uma fralda fora do horário? 


Parece piada agora. Na época, não era. Os dias passavam, eu acumulava tarefas e colocava cada vez mais pressão sobre mim mesma. “Como essa criança ainda não sustenta a própria cabeça no tummy time?”. E lá ia eu perturbar minha prima ou pesquisar no Instagram para descobrir se os bebês da mesma idade já sustentavam a cabeça aos dois meses. 


Vivia numa espécie de realidade paralela em que as menores coisas pareciam problemas complexos a serem resolvidos. Não entendia uma coisa elementar: cada etapa tem seu próprio tempo. Veja que loucura. Aos 42 anos, eu ainda não tinha aprendido a lidar com a minha ansiedade crônica (acho que ainda não aprendi, mas, pelo menos, sei identificar quando está chegando). Minha ansiedade me fazia querer pular todas as etapas do desenvolvimento porque, na minha cabeça, a próxima seria sempre mais fácil (hahaha). Eu vivia esperando o momento seguinte. Só que, quando esse momento finalmente chegava, ou ele trazia seus próprios desafios ou simplesmente não era tudo aquilo que eu havia imaginado. “Ah! Ela sustenta a cabeça sozinha e já rola. Que maravilha… Mas era só isso? Por que fiquei tão ansiosa para que ela rolasse, então?”.


Eu me frustrava por passar tanto tempo pensando no futuro e não conseguir aproveitar a fase em que estava. Ao mesmo tempo, tinha a impressão de que o tempo não passava nunca. Cada etapa parecia loooooonga. Eu via outras mães (aparentemente relaxadas), deixando seus bebês seguirem o próprio ritmo, e me cobrava por não conseguir fazer o mesmo. Depois que a Penélope completou um ano, decidi que precisava mudar a forma como estava vivendo a maternidade. Eu daria tempo ao tempo. “Meu tempo não é o tempo de Deus”, comecei a repetir para mim mesma esse mantra. 


Passei a reparar mais nos pequenos detalhes da PenPen: a maneira como ela sorria, as manias que começava a desenvolver, o jeito de falar, de andar, de descobrir as coisas. Também deixei um pouco de lado o Instagram e suas milhares de sugestões de influenciadores, médicos, psicólogos e consultores de sei-lá-o-quê, todos aparentemente munidos de alguma nova regra sobre desenvolvimento infantil. 


Passei a anotar o que realmente era necessário para as consultas médicas e a tentar não ficar obcecada com o que ela deveria ou não estar fazendo em determinada idade. E então, de repente, ela já estava falando trezentas palavras, andando com firmeza, fazendo coisas sozinha. E eu pensava: “Ué? Mas já está assim? Como passou rápido!”. Ou então: “Nossa, mas eu não ensinei a PenPen a fazer isso. Como ela sabe?”. News flash para a Priscila do passado: crianças aprendem observando o mundo. Você não precisa transformar cada descoberta numa atividade pedagógica. Essa conclusão pode parecer absolutamente banal para quem olha de fora ou para quem já passou por isso. Muitas pessoas me falavam isso, mas apenas vivendo para entender. 


Para mim, não era banal. Foi crucial para o meu próprio desenvolvimento como mãe. Mudou a maneira como eu enxergava a maternidade, diminuiu a minha sobrecarga e devolveu espaço mental para que eu me interessasse novamente por outras coisas. 


No fim das contas, a Penélope não precisava que eu acompanhasse cada minuto do seu desenvolvimento com uma prancheta imaginária na mão. Ela precisava de tempo. E, aparentemente, eu também. 


Bem, de tempo e dos santos e seus ensinamentos. Obrigada, Santa Gianna Beretta Molla , Santa Mônica, Santa Zélie Martin, São Francisco de Salles, Santa Teresinha, São José. <3


Talvez o mais difícil, para mim, tenha sido entender que acompanhar o desenvolvimento de um filho não significa tentar antecipá-lo. Ainda preciso me lembrar disso de vez em quando. 


E você? Em algum momento percebeu que estava tentando correr mais do que o tempo do seu próprio filho?



VERSION FRANÇAISE


Courir plus vite que le temps


Les choses arrivent et passent rapidement. Et j’ai du mal à l’accepter. Je SUIS anxieuse. Je crois même que je suis née anxieuse. Alors, prendre soin d’une âme que Dieu m’a confiée représente, pour moi, un travail épuisant sur le plan psychologique.


Éviter les pensées intrusives, m’autoréguler et accepter que tout n’est pas sous mon contrôle constitue une épreuve quotidienne. J’apprends, chaque jour, à être plus sereine et à laisser les choses suivre leur cours naturel. Mais je n’y parviens pas toujours.


Pendant la première année de Penélope, je suis entrée dans une spirale de folie qui fonctionnait vingt-quatre heures sur vingt-quatre. J’étais obsédée par le suivi de toutes les étapes de son développement. J’anticipais des inquiétudes qui n’existaient même pas encore. Je consultais quotidiennement une application consacrée aux bonds de développement, je cherchais ce qu’un bébé était censé faire à X mois et je comparais avec PenPen, je lisais environ cinq livres par jour à un nouveau-né, je lui faisais faire du tummy time de manière compulsive et j’achetais tous les livres numériques que je voyais passer sur l’alimentation des tout-petits, alors qu’elle était encore bien loin de commencer la diversification alimentaire.


Le niveau de pression que je m’imposais était surréaliste. Il n’est donc pas étonnant que je me sois sentie dépassée. Et, comme si tout cela ne suffisait pas, j’étais également obsédée par la propreté, les microbes, les maladies, le bruit et le respect d’une routine absolument irréprochable. Vous imaginez un peu que je couche ma fille à 19 h 15 ? L’heure du coucher, c’était 19 heures, tous les jours. Très précisément.


Je n’ai pas fait de burn-out ni rien de ce genre, mais mon hyperfocalisation portait sur la maternité et sur tout ce qui gravitait autour d’elle. Je ne savais pas sortir de ce schéma. Je n’arrivais pas à m’intéresser à autre chose et, lorsque j’avais enfin un peu de temps libre, je semblais incapable de l’utiliser pour faire quoi que ce soit de simple. Tout me paraissait beaucoup trop compliqué.


Puis la situation s’est transformée en boule de neige : je passais beaucoup trop de temps concentrée sur une chose précise, j’entrais dans une sorte de léthargie qui m’empêchait de faire tout le reste, puis je m’irritais contre moi-même parce que je n’arrivais pas, par exemple, à simplement lire un livre lorsque j’avais un peu de temps pour moi.


Pire encore ! J’ai commencé à m’agacer lorsqu’un besoin parfaitement normal de PenPen osait perturber mon emploi du temps. Changer une couche deux heures avant l’heure que j’avais, Dieu sait pourquoi, fixée dans ma tête ? Une absurdité. J’avais envie de mourir parce que je n’avais pas noté dans mon agenda que je devrais changer une couche à 15 heures. Dans ma tête, c’était prévu pour 17 heures. Comment osait-on m’interrompre pour changer une couche en dehors de l’horaire prévu ?


Cela paraît drôle aujourd’hui. À l’époque, ça ne l’était pas. Les jours passaient, j’accumulais les tâches et je m’imposais toujours davantage de pression. « Comment se fait-il que cette enfant ne tienne toujours pas sa tête pendant le tummy time ? » Et me voilà partie embêter ma cousine ou chercher sur Instagram si les bébés du même âge tenaient déjà leur tête à deux mois.


Je vivais dans une sorte de réalité parallèle où les choses les plus insignifiantes semblaient être des problèmes complexes à résoudre. Je ne comprenais pas une chose élémentaire : chaque étape vient en son temps. Rendez-vous compte de cette folie. À quarante-deux ans, je n’avais toujours pas appris à gérer mon anxiété chronique — je ne crois d’ailleurs pas l’avoir encore appris, mais, au moins, je sais reconnaître quand elle approche. Mon anxiété me poussait à vouloir brûler toutes les étapes du développement parce que, dans ma tête, la suivante serait toujours plus facile (hahaha). Je vivais dans l’attente du moment suivant. Seulement, lorsqu’il arrivait enfin, soit il apportait ses propres difficultés, soit il ne ressemblait tout simplement pas à ce que j’avais imaginé. « Ah ! Elle tient sa tête toute seule et elle se retourne déjà. Formidable… Mais c’était seulement ça ? Alors pourquoi ai-je été si impatiente qu’elle se retourne ? »


J’étais frustrée de passer autant de temps à penser à l’avenir sans parvenir à profiter de l’étape que nous étions en train de vivre. Dans le même temps, j’avais l’impression que le temps ne passait jamais. Chaque étape me semblait loooooongue. Je voyais d’autres mères, apparemment détendues, laisser leurs bébés avancer à leur propre rythme, et je m’en voulais de ne pas réussir à faire de même. Après le premier anniversaire de Penélope, j’ai décidé qu’il fallait changer ma manière de vivre la maternité. J’allais laisser du temps au temps. « Mon temps n’est pas celui de Dieu », j'ai commencé à me répéter comme un mantra.


J’ai commencé à prêter davantage attention aux petits détails de PenPen : sa façon de sourire, les petites manies qu’elle commençait à prendre, sa manière de parler, de marcher et de découvrir les choses. J’ai aussi pris mes distances avec Instagram et ses milliers de conseils prodigués par des influenceurs, des médecins, des psychologues et des consultants en je-ne-sais-quoi, tous apparemment armés d’une nouvelle règle sur le développement de l’enfant.


J’ai pris l'habitude de noter uniquement ce qui était réellement nécessaire pour les consultations médicales et à essayer de ne plus être obsédée par ce qu’elle était censée faire ou ne pas faire à tel ou tel âge. Puis, soudain, elle connaissait déjà trois cents mots, marchait d’un pas assuré et faisait certaines choses toute seule. Et moi, je pensais : « Tiens ? Elle en est déjà là ? C’est passé si vite ! » Ou encore : « Mais je n’ai pas appris à PenPen à faire cela. Comment le sait-elle ? » Flash info à l’intention de la Priscila du passé: les enfants apprennent en observant le monde. Il n’est pas nécessaire de transformer chaque découverte en activité pédagogique. Cette conclusion peut paraître parfaitement banale à ceux qui observent la situation de l’extérieur ou qui sont déjà passés par là. Beaucoup de personnes me le disaient, mais il fallait le vivre pour le comprendre.


Pour moi, cela n’avait rien de banal. Cette prise de conscience a été cruciale dans mon propre apprentissage de la maternité. Elle a changé ma manière de l’envisager, allégé la charge que je portais et libéré suffisamment d’espace mental pour que je puisse de nouveau m’intéresser à d’autres choses.


En fin de compte, Penélope n’avait pas besoin que je surveille chaque minute de son développement, un cahier imaginaire à la main. Elle avait besoin de temps. Et, apparemment, moi aussi.


Enfin, de temps, mais aussi des saints et de leurs enseignements. Merci, sainte Gianna Beretta Molla, sainte Monique, sainte Zélie Martin, saint François de Sales, sainte Thérèse de Lisieux et saint Joseph. <3


Le plus difficile, pour moi, aura peut-être été de comprendre qu’accompagner le développement de son enfant ne signifie pas essayer de l’anticiper. Je dois encore me le rappeler de temps en temps.


Et vous ? Vous êtes-vous déjà rendu compte que vous essayez d’aller plus vite que le propre rythme de votre enfant ?



ENGLISH VERSION


Racing Ahead of Time


Things happen and pass quickly. And I have a hard time coming to terms with that. I AM anxious. In fact, I believe I may have been born anxious. So being responsible for a soul entrusted to me by God is, for me, psychologically exhausting.


Keeping intrusive thoughts at bay, self-regulating, and accepting that not everything is under my control is a daily trial. Every day, I learn to be calmer and to let things take their natural course. But I do not always manage it.


During Penélope’s first year of life, I spiraled into a kind of madness that ran twenty-four hours a day. I was obsessed with monitoring every developmental milestone. I worried in advance about things that had not even happened yet. I checked an app about developmental leaps every day, researched what a baby was supposed to be doing at X months old and compared it with what PenPen was doing, read around five books a day to a newborn, made her do tummy time compulsively, and bought every e-book I came across about infant nutrition when she was still nowhere near starting solid foods.

The amount of pressure I placed on myself was surreal. No wonder I felt overwhelmed. On top of all that, I was consumed by paranoia about cleanliness, germs, illness, noise, and maintaining an absolutely flawless routine. As if I would ever put my daughter to bed at 7:15 p.m. Bedtime was 7:00 p.m. every day. Sharp.


I never reached the point of burnout or anything like that, but motherhood—and everything that revolved around it—had become the sole focus of my attention. I did not know how to break out of that pattern. I could not take an interest in anything else and, when I finally had some free time, I seemed incapable of using it to do anything simple. Everything felt far too complicated.


Then the situation began to snowball: I would spend far too much time focused on one specific thing, slip into a kind of lethargy that prevented me from doing anything else, and then become angry with myself because I could not, for example, simply read a book when I had some time to myself.


Even worse! I started getting irritated whenever one of PenPen’s perfectly normal needs dared to interfere with my schedule. Changing a diaper two hours before the time I had, for some unfathomable reason, fixed in my mind? Absurd. I wanted to die because I had not written in my planner that I would need to change a diaper at 3:00 p.m. In my mind, it was scheduled for 5:00 p.m. How dare anyone interrupt whatever I was doing to change a diaper outside the allotted time?


It sounds like a joke now. At the time, it was not. The days went by, my tasks piled up, and I placed more and more pressure on myself. “How is this child still not holding her head up during tummy time?” And off I would go to bother my cousin or search Instagram to find out whether other babies her age could already hold their heads up at two months.


I lived in a kind of parallel reality in which the smallest things seemed like complex problems that needed to be solved. I failed to understand something elementary: every stage unfolds in its own time. Just think how absurd that is. At forty-two, I still had not learned how to manage my chronic anxiety. I do not think I have completely learned yet, but at least I know how to recognize it when it begins creeping in. My anxiety made me want to rush through every developmental stage because, in my mind, the next one would always be easier (hahaha). I was constantly waiting for the next stage. But when it finally arrived, it either brought its own challenges or simply was not everything I had imagined it would be. “Oh! She can hold her head up on her own, and she is already rolling over. Wonderful… But is that all? Why was I so anxious for her to start rolling over, then?”


I was frustrated that I spent so much time thinking about the future and could not enjoy the stage we were actually in. At the same time, I felt as though time never moved at all. Every stage seemed soooooo long. I watched other mothers—apparently relaxed—allow their babies to develop at their own pace, and I judged myself for being unable to do the same. After Penélope’s first birthday, I decided that I needed to change the way I was experiencing motherhood. I would let time do its work. “My timing is not God’s timing,” I began repeating to myself like a mantra.


I started paying closer attention to the little details about PenPen: the way she smiled, the quirks she was beginning to develop, the way she spoke, walked, and discovered things. I also stepped back a little from Instagram and its thousands of suggestions from influencers, doctors, psychologists, and consultants in who-knows-what, all seemingly armed with yet another rule about child development.


I began writing down only what was truly relevant for her doctor’s appointments and trying not to obsess over what she was or was not supposed to be doing at any given age. Then, suddenly, she already had a vocabulary of three hundred words, was walking steadily, and was doing things on her own. And I would think, “Wait—she can already do all that? How did it go by so quickly?” Or, “But I never taught PenPen how to do that. How does she know?”.


News flash for the Priscila of the past: children learn by observing the world. You do not need to turn every new discovery into an educational activity. That conclusion may seem utterly banal to anyone looking in from the outside or to those who have already been through it. Many people told me the same thing, but I had to live it to understand it.


For me, it was not trivial at all. It was crucial to my own growth as a mother. It changed the way I viewed motherhood, lightened the burden I had been carrying, and gave me back the mental space to become interested in other things again.


In the end, Penélope did not need me to monitor every minute of her development with an imaginary clipboard in my hand. She needed time. And apparently, so did I.

Well, time—and the saints and their teachings. Thank you, Saint Gianna Beretta Molla, Saint Monica, Saint Zélie Martin, Saint Francis de Sales, Saint Thérèse of Lisieux, and Saint Joseph. <3


Perhaps the hardest thing for me was understanding that following a child’s development does not mean trying to hurry it along. I still have to remind myself of that from time to time.


And you? Have you ever realized that you were trying to rush ahead of your own child’s natural pace?

 
 
 

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